29 de setembro de 2026
A produção in vitro (PIV) de embriões é uma ferramenta interessante, que pode ser aplicada na tentativa de transpor as limitações inerentes à espécie ovina, como a estacionalidade reprodutiva, a inseminação artificial transcervical, a variabilidade na resposta aos protocolos de superovulação, as falhas na fertilização, bem como a necessidade de cirurgia para coleta e transferência de gametas e embriões. Os embriões produzidos podem ser transferidos para receptoras ou criopreservados para uso futuro. As taxas de desenvolvimento embrionário in vitro ainda são significativamente inferiores, quando comparadas à situação in vivo, o que pode ser atribuído a deficiências tanto na maturação nuclear quanto na citoplasmática, além do bloqueio do desenvolvimento embrionário. A composição dos meios de cultivo e as condições de incubação estabelecidas interferem de maneira contundente no sucesso dessa biotécnica. Nesse contexto, a suplementação com antioxidantes e fatores de crescimento durante as diferentes etapas da PIV tem sido amplamente utilizada visando ao aprimoramento da técnica e da qualidade dos embriões obtidos. Nesta revisão, serão discutidos os avanços e os desafios dessa biotécnica, aplicada a ovinos, nas diferentes etapas compreendidas.
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